Entre Grampos e Barrancos

Com estas primeiras linhas, as boas vindas aos amigos dou.

A esta sala de estar virtual quero denominá-la de nosso espaço.

Nosso porque não é meu, verte da iniciativa de grandes amigos que decidiram, por bem, capitanear um portal de conteúdo e de espiritualidade trazendo em sua tônica as verdades da vida cristã, católica, onde grandes amigos e autoridades aqui também contribuem.

Eu, sou um mero teimoso, que inconformado com o que vejo e sinto, busco esforçar-me para trazer algo de melhor ao menos ao meu redor.

Obrigado ao Portal Catholicus.

Dito isto, sigo ao tema:

 

AOS GRAMPOS E BARRANCOS…

Nosso país está estampado nas manchetes dos jornais do mundo inteiro. A propósito, a capa do The New York Times de ontem, 4 de abril, trazia os seguintes dizeres: “Como a Teia da Corrupção Embaraçou o Brasil”, (tradução livre).

Sabe-se que o processo de composição da teia da aranha é processo lento, trabalhoso, assim como o latente enraizamento da corrupção por estas terras – vem de anos e anos. Basta, para que um se dê conta da complexidade comparativa com a teia de aranha, que se detenha diante da natureza, situação rara nos dias de hoje para se chegar a essa conclusão. Aliás, deter-se, hodiernamente, é exercício de poucos, já que escravos somos na era da comunicação total. O fato é que nos debruçamos tanto em compor a teia e seus emaranhados, que hoje não conseguimos livrarmo-nos dela – entra governo, sai governo e a história se repete – tornamo-nos escravos do que nós mesmos criamos.

Nunca se disse tanto quanto no momento atual: palavras atrás de palavras. As redes estão abarrotadas de opiniões copiadas e silentes de conhecimento. Longe daqui apoiar a guerra política que estamos vendo, onde a derrocada do outro lado em prol dos interesses minoritários do meu lado é a bola do jogo. Esqueceram-se do comum, do nosso, do que não é meu, do que é do vizinho…um contra o outro e nenhum deles a favor do “nós”.

O problema não é o grampo que interceptou um ou outro lado. Fosse o lado de lá a situação permaneceria da mesma forma. O problema é que a teia nos prendeu, aranha está cada vez mais próxima e a solução é pensar e agir em prol do todo e não em prol do interesse de poucos, o que parece-me estar longe de acontecer.

Seguiremos? Sim, entre Grampos e Barrancos…

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